quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Juizados Especiais na Copa das Confederações

Um grupo de trabalho vai apoiar a criação e o aprimoramento da atuação
de juizados do torcedor e de juizados especiais nos aeroportos das
cidades brasileiras que sediarão a Copa das Confederações. A
competição acontecerá entre 15 e 30 de junho de 2013 nas cidades de
Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e
Recife.

O grupo instituído pelo corregedor nacional de Justiça, ministro
Francisco Falcão, também deverá estabelecer metas e procedimentos para
atuação dos juizados, além de contatos com outros órgãos envolvidos na
implantação destes. A medida, instituída por meio da Portaria n. 154,
de 13 de dezembro de 2012, antecipa parte das ações a serem
desenvolvidas pelo Poder Judiciário como preparação para a Copa do
Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil.

Um protocolo de intenções firmado entre a Corregedoria Nacional de
Justiça, a CBF, o Ministério do Esporte, a Infraero, a Anac e a
Polícia Federal, em 2010, prevê a instalação de juizados especiais nos
aeroportos e juizados do torcedor em todas as cidades-sede da Copa do
Mundo.

Por enquanto, apenas os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São
Paulo, Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Presidente Juscelino
Kubitschek, em Brasília, e Marechal Rondon, em Cuiabá possuem juizados
especiais instalados. Já os Juizados Especiais do Torcedor, que atuam
em crimes de menor potencial ofensivo ocorridos dentro dos estádios
durante eventos esportivos, estão instalados no Rio de Janeiro, em São
Paulo, em Fortaleza e em Recife.

“Será uma forma de aprendermos com a experiência da Copa das
Confederações e aprimorarmos os serviços para a Copa do Mundo, um
evento de maior porte e com maior fluxo de pessoas nos aeroportos e
estádios de futebol”, afirma a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional
de Justiça Mariella Ferraz de Arruda Nogueira, que faz parte do grupo
de trabalho.

Além da juíza, participam do grupo os magistrados Carlos Gustavo
Vianna Direito, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça,
Arnoldo Camanho de Assis, desembargador do TJDFT, Vicente de Oliveira
Silva, do TJMG, Marcelo Rubiolli, do TJRJ, Ricardo Schmitt, do TJBA,
Maria José Bentes Pinto, do TJCE, e Ailton Alfredo de Souza, do TJPE.

Padronização
Segundo a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional, além de apoiar a
criação dos juizados nas cidades-sede, o grupo buscará padronizar os
serviços a serem oferecidos nesses órgãos, para que todos atuem de
forma semelhante e tenham a mesma visibilidade para os usuários,
independentemente do local de atendimento.

“Os juizados não podem pensar apenas no encaminhamento a ser dado às
demandas. O que estamos buscando é o atendimento integral no local
onde os fatos ocorreram, já que parte das pessoas que irá a esses
juizados provavelmente não reside naquele local”, explica a juíza. De
acordo com a Portaria n. 154, o prazo de vigência do grupo é de 180
dias.

Fonte: CNJ

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