terça-feira, 26 de março de 2013

Coluna: Eu, Consumidora e Palhaça!

Digo sempre para os meus alunos que se existe uma área jurídica em que todos atuarão um dia é Direito do Consumidor.
 
Todos nós consumimos o tempo todo: a passagem do ônibus, o atendimento pelo plano de saúde, o celular novo....
 
E o que não falta também são motivos para aborrecimentos que nos tiram do sério e normalmente ultrapassam (e muito!) o mero dissabor de que os juízes tanto falam em suas sentenças.
 
Dia desses meu sofrimento se deu na hora de renovar o seguro do meu carro. Várias ligações, atendentes despreparados, confirmação de todos os dados da minha vida inúmeras vezes...e no final ou dava um erro na proposta ou a ligação caía! No fim das contas eu repetia tudo sem que fosse preciso o funcionário me perguntar, de tantas vezes que fui obrigada a informar a mesma coisa!
 
Sem brincadeira pessoal, eu falei com uns 5 ou 6 atendentes durante 4 dias para conseguir ver finalmente a proposta do seguro aprovada e recebê-la em meu email para pagamento. Enquanto isso o carro ficou sem seguro e eu, sem poder utilizá-lo. O sofrimento e o gasto físico e psicológico foram tão grandes que realmente pensei em deixar o carro sem seguro. Porém, quando pensei na dor de cabeça maior que seria precisar da apólice sem tê-la, resolvi encarar, ainda que fosse preciso ir diretamente na corretora, onde pudessem me atender sem desligar o telefone!
 
E o tempo que se perde para isso tudo?! No barato cada ligação demorava mais de meia hora até que finalmente eu fosse atendida e confirmasse tudo que era necessário. Ser consumidor não é para qualquer um não, tem que ter estômago!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Coluna: Fungus Bonni Iuris


Tutela Antecipada ou Monografia?!

Na faculdade aprendemos quais são os requisitos da petição inicial, todo presentes no art. 282 do CPC, pode parecer uma coisa simples, mas são exatamente nesses requisitos em que os colegas mais se perdem, principalmente em relação aos fundamentos jurídicos.
A causa de pedir muitas vezes é distorcida e o que mais encontramos são páginas e páginas de compilações dos nossos códigos, ou de doutrinas com explicações rebuscadas e desnecessárias sobre o fundamento jurídico que nos leva a ingressar com determinada ação.
Já encontrei petição inicial com seis folhas só de fundamentação do porquê a tutela deveria ser deferida, não era um objeto extremamente raro, pelo contrário bastante simples. No entanto o colega deve ter realizado uma busca incessante de doutrina sobre o assunto e deve ter se encantado com todas elas, não conseguindo descarta nenhuma delas.
Nesse caso específico, tanto o juiz como o advogado do autor sabem, ou deveriam saber os fundamentos do pedido de antecipação de tutela, desta forma o máximo que você conseguirá ao alongar por demasiadamente a especificação de seus fundamentos é o desinteresse pela leitura de sua peça.
É possível se fazer entender de forma simples e objetiva, não é necessária a compilação de todos os posicionamentos favoráveis a respeito de determinado ponto, a existência desse requisito é apenas evitar que se faça um pedido sem previsão legal.
É mais fácil e eficaz, ir despachar com o juiz do que entregar uma monografia sobre tutela antecipada.
Fábio Araujo: Advogado e
autor da coluna Fungus Bonni Iuris.

terça-feira, 19 de março de 2013

Vaguinhas!

Boa tarde galera, seguem algumas vagas para os operadores do Direito:
 
ADVOGADO:
 
Escritório de Advocacia, localizado no Centro do Rio, contrata: ADVOGADO REQUISITOS: 03 anos de experiência em Contencioso Cível em Geral, e em especial na condução de ações revisionais de contrato bancários, ações monitórias, de cobrança e execuções de títulos extrajudiciais. Acompanhamento de prazos e audiências, elaboração de peças processuais ( iniciais, impugunações e recursos) em primeira instância, em sede recursal e nos Tribunais Superiores. Atualização dos sistemas do Banco e do escritório, realização das metas divulgadas pelo escritório.
Oferecemos:
Remuneração Benefícios.
Os interessados deverão enviar os currículos para: rh@gondimadv.com.br
 
 
 
ESTAGIÁRIO DE DIREITO:
 
Escritório de advocacia com atuação em direito empresarial, civil, tributário e trabalhista.
Empresa do setor Advocacia / Ass. Jurídica, localizada em Rio de Janeiro - RJ, de porte Micro empresa (até 19 funcionários)

Salário

  1. R$ 1.100,00 (Bruto mensal)

Descrição

  1. Área e especialização profissional: Jurídica - Advocacia Geral
  2. Nível hierárquico: Estagiário
  3. Local de trabalho: Rio de Janeiro, RJ
  4. Regime de contratação de tipo Estágio
  5. Jornada Parcial tardes
  6. Acompanhamento processual, elaboração de peças processuais, assessoramento ao advogado, etc

Exigências

  1. Escolaridade Mínima: Ensino Superior
  2. Português (Nativo)
  3.  
 
ADVOGADO PREVIDENCIÁRIO
          
Estado: Rio de Janeiro
Cidade: RIO DE JANEIRO
Advogado especializado em direito previdenciário, para demandas administrativas e processuais.                       
Interessados ligar para telefone: (21)7737-3499

sexta-feira, 15 de março de 2013

Dia do Consumidor

Olá pessoas,
 
Hoje ó o nosso dia: Dia Mundial do Consumidor!!
 
Inicialmente instituída nos Estados Unidos, a data foi adotada também pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) que inseriu os Direitos do Consumidor como uma de suas Diretrizes, dando assim, legitimidade e reconhecimento internacional para o dia 15 de março.
 
Vamos aproveitar para rever nossas prioridades, refletindo sobre a adoção de um consumo mais consciente, que respeita os valores sociais e ambientais.
 
FELIZ DIA DO CONSUMIDOR PESSOAL!
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fungus Bonni Iuris


Prezados,

A palavra é o instrumento de trabalho do advogado, seja falada ou escrita, por isso temos que ter todo o cuidado ao utiliza-la. Por vezes encontramos peças, recheadas de termos jurídicos em latim ou textos com linguagem extremamente técnica que torna difícil a compreensão.

Logicamente não podemos utilizar uma linguagem descompromissada como se estivéssemos escrevendo algum recado para um amigo nas redes sociais, também não podemos transcrever a narrativa exatamente dos clientes, seja por ser demasiadamente técnica, seja por ser extremamente popular.

É possível se fazer entender de forma simples, um texto “simples” não significa necessariamente pobre, é muito mais fácil tornar seu texto pobre com tentativas de rebuscar suas ideias, do que com um texto correto e de narrativa simples.

Muitas vezes encontramos termos latinos que dão uma sonoridade de seriedade em petições, mas para que elas possam ser utilizadas, é necessário o conhecimento de sua utilização e principalmente a forma correta de escrevê-la, sob o risco de tornar seu texto jocoso e retirar o foco da argumentação.

Foi exatamente o nome desta coluna que me chamou à atenção para a necessidade de talvez fornecer uma pequena contribuição a aqueles que possuam temores e receios em durante a elaboração de pareceres e petições.  Todos do universo jurídico conhecem e sabem o significado da expressão “fumus bonni iuris”, o importante de ter o conhecimento das expressões independente da língua utilizada é saber que não podem ocorrer modificações das mesmas.

“Data vênia”, “pacta sunt servanda”, “jus postulandi”, são exemplos de expressões que não sofrem variações, mas que nunca ouviu falar sobre o “jus sperniandi”, na verdade é uma expressão que não existe, mas que todos sabem o significado, no entanto, não é de bom agrado que ela seja utilizada em petições ou pareceres, certamente o leitor, deixará de encarar o seu texto com a seriedade devida, a não ser que seu texto não seja formal.

Durante a elaboração de uma defesa, encontrei uma “expressão latina” em caixa alta que conseguiu o seu objetivo, chamou minha atenção, não exatamente por ser algo espetacular, mas exatamente por ter transformado o texto, até então digno de leitura, em um texto sofrível.

FUNGUS BONNIS IURIS” (sic), não satisfeito em se alongar demasiadamente para explicar que seu cliente tinha o seu direito de pleitear uma indenização por eventual demanda, o caro colega afirmava que existia o tal do “FUNGUS BONNIS IURIS”.

 Certamente soa até romântico analisarmos que a existência do “fungo do bom direito”, geraria uma boa discussão filosófica, é um ótimo título de livro e poderia até ser um ótimo tema a ser discutido no meio acadêmico, mas jamais poderia ser utilizado em uma petição, onde a formalidade é essencial. Fazer isso é se expor desnecessariamente em um mercado tão competitivo, principalmente porque você assina o que você faz.

Obviamente que este não foi o motivo principal do surgimento desta coluna, muitos erros grosseiros estão presentes em nossa profissão, não sou paladino da correição, mas creio que temos que ter certo cuidado, pois o fruto do nosso trabalho interfere diretamente a terceiros. Não me excluo da possibilidade de cometer erros, somos humanos e somos passíveis a erros, no entanto, temos que primar pela busca da qualidade para que possamos ser respeitados em nossas profissões, sejam elas quais forem.

Ao longo de nossos encontros, buscarei trazer exemplos práticos de situações a ser evitadas, observadas e talvez utilizadas para a melhor obtenção de resultados, sejam em nossas vidas profissionais e pessoais.
 
Fabio Araujo - colunista do blog. Advogado.

sábado, 9 de março de 2013

Nova Coluna: Eu, Consumidora e Palhaça!


Bom dia galera,
 
Depois de uma semana intitulada "Semana Mundial do Mau Atendimento" por mim, resolvi compartilhar com vcs, através dessa nova coluna no blog um pouquinhos dos percalços enfrentados pelos consumidores na busca por seus direitos, direitos esses nem sempre reconhecidos pelo nosso Judiciário quando da aplicação da sanção aos fornecedores.
 
Nesta semana estou renovando o seguro do meu carro e estou passando por uma verdadeira via crucis para finalizar o processo. Ontem, dia 08 de março, após finalizar (e confirmar) TODOS os dados tanto meus como os do veículo, a ligação caiu!
 
Na terceira tentativa, o atendente informou que teria que cancelar as propostas anteriores não finalizadas e fazer uma nova, e isso só poderia ser feito hoje (dia 09 de março).
 
Hoje de manhã (SÁBADO ÀS 11h) entrei em contato novamente no intuito de encerrar a questão e receber via email o boleto para pagamento, mas pasmem, a gravação do telefone: 0800 601 8080 (Caixa Econômica Seguro Auto) informa que o atendimento só é feito de segunda a sexta OU AOS SÁBADOS, DAS 10h ÀS 15h!!!! Detalhe: depois disso a ligação cai! Quem quiser tentar, fique a vontade!
 
Conclusão: apólice não finalizada, carro sem seguro e cliente furiosa!