Tutela Antecipada ou Monografia?!
Na faculdade aprendemos quais são os requisitos da petição inicial, todo presentes no art. 282 do CPC, pode parecer uma coisa simples, mas são exatamente nesses requisitos em que os colegas mais se perdem, principalmente em relação aos fundamentos jurídicos.
Na faculdade aprendemos quais são os requisitos da petição inicial, todo presentes no art. 282 do CPC, pode parecer uma coisa simples, mas são exatamente nesses requisitos em que os colegas mais se perdem, principalmente em relação aos fundamentos jurídicos.
A causa de pedir muitas vezes é
distorcida e o que mais encontramos são páginas e páginas de compilações dos
nossos códigos, ou de doutrinas com explicações rebuscadas e desnecessárias
sobre o fundamento jurídico que nos leva a ingressar com determinada ação.
Já encontrei petição inicial com
seis folhas só de fundamentação do porquê a tutela deveria ser deferida, não
era um objeto extremamente raro, pelo contrário bastante simples. No entanto o
colega deve ter realizado uma busca incessante de doutrina sobre o assunto e
deve ter se encantado com todas elas, não conseguindo descarta nenhuma delas.
Nesse caso específico, tanto o
juiz como o advogado do autor sabem, ou deveriam saber os fundamentos do pedido
de antecipação de tutela, desta forma o máximo que você conseguirá ao alongar
por demasiadamente a especificação de seus fundamentos é o desinteresse pela
leitura de sua peça.
É possível se fazer entender de
forma simples e objetiva, não é necessária a compilação de todos os
posicionamentos favoráveis a respeito de determinado ponto, a existência desse
requisito é apenas evitar que se faça um pedido sem previsão legal.
É mais fácil e eficaz, ir
despachar com o juiz do que entregar uma monografia sobre tutela antecipada.

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