Digo sempre para os meus alunos que se existe uma área jurídica em que todos atuarão um dia é Direito do Consumidor.
Todos nós consumimos o tempo todo: a passagem do ônibus, o atendimento pelo plano de saúde, o celular novo....
E o que não falta também são motivos para aborrecimentos que nos tiram do sério e normalmente ultrapassam (e muito!) o mero dissabor de que os juízes tanto falam em suas sentenças.
Dia desses meu sofrimento se deu na hora de renovar o seguro do meu carro. Várias ligações, atendentes despreparados, confirmação de todos os dados da minha vida inúmeras vezes...e no final ou dava um erro na proposta ou a ligação caía! No fim das contas eu repetia tudo sem que fosse preciso o funcionário me perguntar, de tantas vezes que fui obrigada a informar a mesma coisa!
Sem brincadeira pessoal, eu falei com uns 5 ou 6 atendentes durante 4 dias para conseguir ver finalmente a proposta do seguro aprovada e recebê-la em meu email para pagamento. Enquanto isso o carro ficou sem seguro e eu, sem poder utilizá-lo. O sofrimento e o gasto físico e psicológico foram tão grandes que realmente pensei em deixar o carro sem seguro. Porém, quando pensei na dor de cabeça maior que seria precisar da apólice sem tê-la, resolvi encarar, ainda que fosse preciso ir diretamente na corretora, onde pudessem me atender sem desligar o telefone!
E o tempo que se perde para isso tudo?! No barato cada ligação demorava mais de meia hora até que finalmente eu fosse atendida e confirmasse tudo que era necessário. Ser consumidor não é para qualquer um não, tem que ter estômago!

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