terça-feira, 1 de outubro de 2013

Procon Carioca multa operadoras Claro e Oi em mais de R$ 410 mil


RIO — O Procon Carioca multou a Claro em R$ 210.850 e a Oi em R$ 199.738 pelo baixo desempenho de ambas em medições de velocidade de banda larga móvel realizadas entre os últimos dias 3 e 20. As operadoras TIM e Vivo apresentaram problemas menos graves em relação à conexão, sendo apenas notificadas pelo órgão municipal. Todas têm dez dias para se justificar.

Foram comprados chips de planos pré-pagos das quatro operadoras e utilizado o aplicativo disponível no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para verificar se os limites mínimos de velocidade previstos nos contratos eram cumpridos. As medições foram realizadas duas vezes por dia — às 11h e às 17h — na sede do Procon Carioca, no Centro do Rio.
O serviço da Claro falhou em seis dos 16 dias de teste, não permitindo conexão à internet. A pior falha da Oi ocorreu no dia 7, quando não houve conexão pela manhã e, à tarde, a velocidade ficou no nível mínimo. Além disso, ela foi a única a demorar três dias para habilitar o serviço. A Vivo falhou na conexão em três dias e a TIM, em um.
— Fiquei surpresa, não imaginava que os serviços fossem tão ruins. O órgão regulador precisa nos ajudar a melhorar essa situação — disse Solange Amaral, secretária municipal de Defesa do Consumidor.
A Claro só vai se manifestar após analisar o processo. Oi e Vivo disseram não ter sido notificadas. A TIM disse desconhecer a metodologia usada nos testes.
Anatel: empresas abaixo da meta em quatro estados
As três maiores operadoras de telefonia móvel do país — TIM, Vivo e Oi — ficaram abaixo das metas da Anatel em quesitos de medição da qualidade da banda larga móvel, em São Paulo, Rio, Paraná e Minas Gerais, no mês de agosto, segundo o último levantamento disponível da agência. A Anatel determina que a “velocidade instantânea” da banda larga não pode ser menor do que 20% da contratada pelo usuário em 95% das medições realizadas. No Rio, a Vivo só conseguiu atingir a meta mínima de velocidade instantânea da banda larga móvel em 93,69% e a TIM, em 96,57%. O presidente da reguladora, João Rezende, disse ao GLOBO que a qualidade da internet móvel é o grande problema enfrentado pelos consumidores hoje. Segundo ele, existe uma deficiência na estabilidade da rede que leva a interrupções das conexões.
Em São Paulo, a Vivo também ficou abaixo da meta, com percentual de 94,54%. E a TIM está em uma posição ainda pior, com 92,13%. No Paraná, a Vivo só atingiu velocidade instantânea mínimo em 93,8% das medições, abaixo portanto dos 95%. Em Minas Gerais, o problema foi com a banda larga móvel da Oi, que obteve uma velocidade média de 56,67%, abaixo da meta mínima de 60%, que é o resultado da média de todas as medições realizadas no mês.
Queixas à agência crescem 64%
De acordo com a Anatel, o número de reclamações referentes à qualidade da banda larga móvel feitas à reguladora por meio de sua Central de Atendimento cresceu 64% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram registradas 37.346 reclamações — 14,6 mil a mais que nos seis primeiros meses de 2012. A reguladora não divulgou os dados por operadora, pois ainda estão sendo consolidados.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste — Associação de Consumidores, discorda dos números de queixas apresentados pela Anatel. Segundo ela, o índice de insatisfação dos clientes das operadoras de telefonia e internet é bem maior.
— Esses números não refletem o que verificamos em nossos levantamentos. A quantidade de queixas é bem maior, com certeza. Há uma subnotificação dos casos. O nosso acompanhamento sobre esse setor é rígido, mas os resultados da Anatel sempre ficam abaixo do que registramos. Os critérios usados pela agência não refletem a realidade.
Internet também está entre os assuntos mais reclamados nos Procons de todo o Brasil. Segundo o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon-MJ), esse serviço — tanto móvel quanto fixo — foi o 12° mais reclamado nos órgãos de proteção nos seis primeiros meses deste ano. Foram 27.456 queixas, o correspondente a 2,23% do total registrado. No mesmo período, a Oi, com 97.045 queixas, foi a empresa mais reclamada no ranking geral de fornecedores. A Claro aparece em segundo, com 52.724. A Vivo ficou em 5° (31.696) e a TIM, em 7° (20.225).

fonte: O Globo


Faça você também sua reclamação: www.notrombone.com

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