segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Conselho Federal de Psicologia reforçará investigações sobre publicidade abusiva da Senacon


 RIO — A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP) firmaram parceria para o Conselho auxiliar nas investigações sobre publicidade abusiva, com a emissão de pareceres técnicos. O acordo estabelece um canal de comunicação direta entre os órgãos, prevendo outras ações na área de defesa do consumidor. No último ano, a Senacon já vinha contando com o apoio técnico do CFP na emissão de pareceres para investigações sobre publicidade abusiva, com conteúdo potencialmente racista ou sexista, entre outros.

A secretária nacional do Consumidor, Juliana Pereira, destacou a importância da parceria:
— O acordo vai contribuir com o debate de matérias que impactam profundamente a sociedade. E ainda estamos pensando em ampliar o estudo sobre publicidade para outros temas que envolvem comportamento. Quem sabe, no futuro, poderemos fazer uma pesquisa grande sobre o perfil do consumidor no novo mercado. A proteção do consumidor é cada dia mais multidisciplinar.
Publicidade abusiva é toda propaganda comercial que tem como objetivo explorar, oprimir ou agredir determinados valores de uma sociedade. A norma legal que dispõe sobre a publicidade abusiva é o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, que diz:
“§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.”

fonte: O Globo

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Educação para o consumidor consciente


Educação para o consumidor consciente

Por -- Marcelo Costa | notrombone -  04/09/2013 00:05:00
As empresas de telefonia fixa e celular sempre figuram nas primeiras posições dos rankings de reclamações. Trocam de posição com os Bancos mas estão sempre no top 20. Vejamos este ranking dos últimos 12 meses do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro:
Oi Telemar (Fixo), Santander, Claro, Light, Itaú, Bradesco, Itaucard, Oi (Celular), Ampla, Casas Bahia, Vivo, Banco do Brasil, Banco IBI, Sky, Tim, Nextel, BV Financeira, Ricardo Eletro.

Infelizmente, apesar de nosso Código de Defesa do Consumidor ter mais de 20 anos, ainda não conseguiu impedir na totalidade alguns abusos que algumas empresa de telefonia perpetuam  dissimuladamente. 
Por exemplo, pegue suas contas telefônicase faça uma verificação simples. Veja se você encontra qualquer uma das seguintes rubricas em quaisquer conta sua dos últimos 5 anos: 

            “PLANO FRANQUIA LDN” 
            “PACOTE FALE DIGITAL” 
            “PLANO ALTERNATIVO VC1 

Se você achou um, ou vários, destes serviços, faça a sim mesmo as seguintes perguntas:   
 1) Eu conheço estes serviços? 
 2) E, mais importante, contratei estes serviços? 

Lamentavelmente descobriremos que, na maioria absoluta das vezes, as respostas serão negativas para as duas perguntas!

Serviços como estes só podem ser cobrados se forem claramente explicados para você no ato da sua contratação e, claro, tem que existir a sua aprovação para a mesma. 
Em caso de você identificar algum serviço estranho nas contas, como estes, você pode (e devem) reclamar! Existem várias formas para tal e podemos mudar paulatinamente os serviços prestados, para melhor.

Entre alguns instrumentos de reclamação estão os próprios SAC (Serviços de Atendimento ao Consumidor) das empresas, os órgãos para-legais como Procons Estaduais e Municipais – que não tem força da lei mas podem ajudar, trazendo a empresa para a mesa de negociação junto ao cliente/consumidor. 

Existem ainda diversos sites de reclamações, como o No Trombone que serve para amplificar sua voz, sua indignação para todo ecossistema virtual. 

E, finalmente, existe a via jurídica. 
Em casos como o descrito acima, de cobrança indevida, é possível pleitear a devolução em dobro de valores pagos indevidamente conforme o artigo 42, parágrafo único do Código de Defesa do Consumidor. 

Geralmente isto resulta em multa significativa pois o cálculo retroage a 5 anos! 
Ainda cabe mencionar que é possível pleitear Danos Morais, resultando em uma indenização ainda maior. 
  
Estes instrumentos todos, culminando com o ingresso do consumidor lesado na justiça são de capital importância pois parece-nos que apenas ‘sentindo no bolso’ é que as empresas aprenderão a nos respeitar e tratar melhor.

Apesar destas observações, vale fechar este artigo registrando que evoluímos muito no assunto. Muitas empresas se esforçam para tratar melhor os consumidores e  muitas estão conseguindo. 
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Detran-RJ é processado por má prestação de serviço


RIO — A Comissão de Defesa do Consumidor (Codecon) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) entrou com uma ação civil pública contra o Detran-RJ, com pedido de antecipação de tutela, devido à má prestação de serviço do órgão. Segundo a Codecon, 90% das 193 reclamações registradas, de janeiro a agosto deste ano, são relativas à demora no agendamento e/ou filas nos postos de atendimento. Nas cartas enviadas à Defesa do Consumidor do GLOBO, entre setembro de 2012 e agosto deste ano, há 276 menções ao Detran. Mas, na avaliação do presidente da Codecon, deputado Luiz Martins (PDT), o número de queixas à comissão é uma pequena amostra da insatisfação da população fluminense com o serviço do órgão.
— A maioria não se dá conta de que pode reclamar de um órgão público e não registra queixa na comissão. Para entrar com a ação, mais do que as reclamações à Codecon, nós nos baseamos na realidade, mostrada inclusive pela imprensa. Na última sexta-feira, às 21h, tinha fila para vistoria em Nova Iguaçu. O mesmo cenário se repetiu no sábado, às 18h. O pior é que o cidadão não consegue fazer vistoria e, se é pego em uma blitz, tem o carro rebocado e passa por constrangimento — diz o deputado.
Há dois anos, o servidor da Justiça Carlos Vitorino, de 56 anos, morador de São Gonçalo, viu-se como protagonista de uma situação digna do clássico “O processo”, de Franz Kafka. Ele foi 16 vezes a postos do Detran para conseguir licenciar um Fusca de estimação, bege, ano 67, que costuma levar para exposições. E, por motivos diferentes, que quase nunca compreendia, não lhe entregavam o documento. Quase foi à loucura. O périplo incluiu os postos de Magé, Itaboraí, da Santa Luzia e da sede do órgão, na Avenida Presidente Vargas. Mas, mesmo suando a camisa e fazendo viagens quase diárias de 50 quilômetros, só obteve o documento depois de entrar na Justiça. Uma decisão da 13ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça garantiu o licenciamento que lhe era negado pelo órgão. Além de uma indenização de R$ 8 mil por danos morais, que ainda não foi paga porque a Procuradoria do estado está recorrendo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
— Eles ficavam inventando coisas para não me entregar o documento. Pura patifaria do Detran. Um dia quase perdi a cabeça no posto de Magé. Eu me sentia como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. E estava com tudo certinho, até nota fiscal de motor, já que meu carro é de exposição, inteiraço. Cheguei a pensar em tentar o licenciamento fora do estado. Quando vejo um carro passar com placa do Espírito Santo ou Minas Gerais, chego a ficar com água na boca de inveja — conta Vitorino, que, nas idas e vindas aos postos, fez pelo menos cinco vistorias num mesmo ano, um recorde. — Várias vezes, tive de entrar na fila para a vistoria. E, por incrível que pareça, quando fui com a decisão judicial para finalmente pegar o documento, acompanhado do meu advogado, eles me fizeram voltar em casa para pegar o carro. Fiquei louco.
Destino parecido temia a psicóloga aposentada Vera Maria Cardoso, 70 anos, moradora do Grajaú, que levou duas semanas insistindo por telefone e internet para agendar a vistoria perto de casa:
— Há mais de 20 anos, faço vistoria no posto de Vila Isabel, que é perto de casa. Este ano, me deram sete opções de locais, todos na Baixada Fluminense. Sou idosa, não queria ir tão longe. Liguei diversas vezes, mas só me atendiam depois de muita espera, ouvindo aquela musiquinha. O Detran precisa rever essas condições.

Questão de controle social, diz especialista
Na ação, a Codecon solicita decisão liminar, ou seja, que seja garantido de imediato ao consumidor o agendamento de serviços prestados pelo Detran, por internet ou telefone, em prazo máximo de 30 dias, em local e horário a ser escolhido pelo cidadão; a disponibilização de pessoal suficiente para prestar o serviço; e o estabelecimento de prazos para atendimento de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em véspera ou após feriados prolongados. A tutela antecipada ainda requer atendimento prioritário a idosos, gestantes e pessoas com necessidades especiais, além de melhora na estrutura física dos postos. Outro pedido é a criação de um número gratuito de 0800 para que os usuários possam agendar os serviços com o Detran. A ação pede à Justiça que, em caso de uma decisão favorável, o órgão pague multa diária de R$ 50 mil se descumprir a sentença.
Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor da FGV-Direito Rio, ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, ressalta que todo prestador de serviço, seja público ou privado, tem que garantir qualidade e eficiência:
— E essa obrigação pode vir tanto do Código de Defesa do Consumidor (CDC) como da própria Constituição, que estabelece a responsabilidade objetiva do poder público. O importante é que haja um controle da sociedade. E hoje observamos uma consciência cada vez maior dos cidadãos de quanto um serviço pode e deve ser adequado. Não estamos falando em luxo, mas em eficiência e qualidade.
Em nota, o Detran informa que não foi citado para responder a ação judicial. Em resposta a denúncias feitas na série de reportagens do GLOBO “Em ponto morto”, o órgão afirma que o prazo máximo entre o período de agendamento e a realização dos serviços, atualmente, não ultrapassa 23 dias na capital e 21 no interior. Alega que “o aumento momentâneo da espera foi devido aos feriados da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a algumas paralisações dos sistemas do Serpro.” Ainda de acordo com Detran, o intervalo máximo de 11 dias na prestação dos serviços deverá ocorrer no fim de setembro ou no início de outubro. O órgão observa também que presta serviços de diferentes complexidades, o que impede a comparação entre os prazos.
O Detran informa que os moradores do interior têm com um número de atendimento gratuito (800 020 4040) e que está em fase final de implantação uma central semelhante para todo o estado (154). E ressalta que no edifício-sede, no Centro, há uma unidade exclusiva para idosos, gestantes e pessoas com necessidades especiais.

Um histórico de maus serviços prestados
No fim de agosto, O GLOBO esmiuçou os problemas do Detran na série “Em ponto morto”. Uma das reportagens mostrava as dificuldades de se marcar a vistoria anual, que é obrigatória. Além da falta de horários disponíveis — há quem leve 20 dias apenas para conseguir marcar uma data —, os postos de vistoria estão em estado deplorável, com equipamentos quebrados e um sistema que frequentemente sai do ar, impedindo a emissão de documentos. No Detran do Catete, há inclusive um cartaz avisando que, no caso do primeiro licenciamento, os parafusos não são fornecidos e devem ser levados pelos motoristas.
A penúria dos postos contrasta com um aumento de 63% na arrecadação do órgão entre 2009 e 2012, de R$ 652 milhões para R$ 1,064 bilhão. O Detran aplica uma fatia ínfima de seu orçamento na modernização dos postos. Em 2013, de um orçamento de R$ 1,085 bilhão, apenas R$ 12 milhões serão destinados aos postos, ou 1,12%. Deste valor, até agosto, só haviam sido investidos R$ 4 milhões. Fora da capital também impera o improviso, como em Saquarema, onde a vistoria é feita por um Detran itinerante, ou em São Gonçalo, onde, em frente ao posto, alugam-se estepe e extintor para a realização de vistorias.


 Fonte: O Globo

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Justiça obriga Microsoft a dar suporte técnico a consumidores

 
Andrea Freitas (Email · Facebook · Twitter)
Publicado:
Atualizado:

Microsoft terá de prestar atendimento a todos os consumidores de seus softwares
Foto: Pichi Chuang/Reuters/18-7-2013
Microsoft terá de prestar atendimento a todos os consumidores de seus softwares Pichi Chuang/Reuters/18-7-2013
RIO - A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3) anunciou que conseguiu junto ao Tribunal Regional Federal (TRF3), de São Paulo, a condenação da Microsoft para que preste suporte técnico a todos os consumidores de seus produtos. A gigante de informática se recusava a atender consumidores que adquiriram computadores com seus softwares pré-instalados, alegando que não se tratava de uma venda de produto, mas de fornecimento de licença para instalação, uso, acesso, exibição e execução de cópias de programa de computador.
Após reclamação de um consumidor contra a resistência da Microsoft em fornecer assistência técnica para solucionar problemas que teve com um software da marca pré-instalado em seu computador, o Ministério Público Federal (MPF) propôs uma ação civil pública contra a companhia de origem americana.
Por entender que não se trata de uma venda de produto, a Microsoft alega que não ficaria obrigada a atender clientes com problemas. Na ação, ela também afirma que uma cláusula na embalagem desses computadores a isentava da prestação de apoio técnico. Tal cláusula, porém, limitava-se a alertar o consumidor que, ao abrir o pacote, ele concordava que teria lido e entendido o contrato de pré-instalação da Microsoft incluído no produto.
Para o MPF, houve desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, à Política Nacional das Relações de Consumo e à Constituição Federal, devido à imposição de cláusulas abusivas e por não haver informação clara sobre a relação de consumo. Os equipamentos com softwares pré-instalados continham apenas com um aviso genérico: “Ao abrir este pacote você concorda que leu e entendeu o contrato de distribuição e pré-instalação Microsoft incluído neste pacote e que concorda com seus termos e condições”. O comprador, no entanto, só teria efetivo acesso ao contrato abrindo um arquivo na pasta do Windows.
Segundo a procuradora regional da República Laura Noeme dos Santos, autora do parecer da PRR-3 na ação, “a própria Microsoft, na ação, reconhece que o consumidor só teria oportunidade de ter ciência de que a empresa não prestaria suporte técnico para computadores com a versão pré-instalada de seus softwares ao utilizar o equipamento – ou seja, só após desembolsar o valor do produto e efetivamente usar o computador”.
Por maioria, a 5ª Turma do TRF3 decidiu declarar abusiva a cláusula contratual imposta pela Microsoft e condená-la a prestar assistência técnica a todos os usuários de software previamente instalado no computador. A Procuradoria também pediu indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, já que um número indeterminado de pessoas teria sido ofendido moralmente com a recusa de suporte técnico, que não foi acatado. O TRF3 determinou, porém, a reparação aos consumidores que tiveram “prejuízos específicos” diante da recusa de assistência da empresa. Esses valores deverão ser pedidos em ações individuais ou coletivas movidas por cada um deles.
Procurada pelo GLOBO, a Microsoft Brasil informou que tem ciência da decisão. “A companhia entende que ainda há questões a serem esclarecidas e, desta forma, apresentará seus argumentos perante o poder judiciário”, informou a companhia.

 Fonte: O Globo

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Ministério da Agricultura desmente MP gaúcho e diz que leite com álcool não foi comercializado

 PORTO ALEGRE — A superintendência do Ministério da Agricultura (Mapa) no Rio Grande do Sul informou ontem ao ministro Antônio Andrade que o lote de 33,5 mil litros de leite cru contaminados com álcool etílico, recebido no dia 5 de agosto na unidade de Teutônia da BRF, não foi comercializado pela empresa. No dia 30 dia agosto, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) pediu à Justiça que determinasse a apreensão de todos os lotes de produtos das marcas Elegê e Batavo, produzidos pela BRF por risco de contaminação álcool etílico em sua composição que teria sido identificado pelo Mapa, em amostra de matéria-prima recebida pela unidade fabril.
O MP gaúcho reafirmou que recebeu uma comunicação oficial do Mapa, no dia 29 de agosto, comunicando que havia determinado um "recall" dos produtos industrializados pela BRF com o lote produzido a partir da matéria-prima contaminada.

Ofício remetido pelo superintendente Francisco Signor ao ministro, no entanto, confirma que o leite foi desidratado e, posteriormente, “sequestrado” pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), até a conclusão dos procedimentos investigatórios adotados para esses casos, conforme havia sido informado pela fabricante.
“A Divisão de Defesa Agropecuária (DDA) e o Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) do Rio Grande do Sul informam que os produtos industrializados derivados do leite não-conforme não foram disponibilizados ao mercado de consumo”, assegura o ofício, assinado pelo superintendente.
O documento, obtido com exclusividade pelo GLOBO, atribui a informação a uma notícia publicada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP), de que a carga de leite cru foi industrializada e posteriormente comercializada. Segundo Signor, a informação foi contestada pela BRF.
A notícia do MP informa que a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre recebeu do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) documentação informando a detecção de álcool etílico em carga de leite cru refrigerado processado pela BRF. “O produto contaminado foi recebido na unidade da empresa localizada em Teutônia, em 5 de agosto, e consiste em um volume aproximado de 33,5 mil litros, que foram industrializados e colocados no mercado de consumo”, diz a nota.
Signor informa ao ministro que a superintendência está respondendo a uma solicitação da empresa quanto “ao desdobramento do assunto internamente”, ao mesmo tempo em que “analisa as próximas medidas a serem tomadas”.
O superintendente foi alertado do suposto erro pelo chefe da DDA, Bernardo Todeschini. O técnico manifesta preocupação com a informação divulgada pelo MP e sugere que o órgão entre em contato com a promotoria para “esclarecimentos”.

 Fonte: O Globo

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Consumidores já podem se unir a uma ação civil pública contra Telexfree

RIO BRANCO - A 2ª Vara Cível de Rio Branco (AC) deu início, na última segunda-feira, a uma ação civil pública, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE/AC), contra a Telexfree e seus sócios Carlos Roberto Costa, Lyvia Mara Campista Wanzer, Carlos Nataniel Wanzeller e James Matthew Merrill.


De acordo com edital publicado no Diário Oficial, assinado pela juíza Thaís Khalil, o objetivo é atender ao dispositivo previsto no artigo 94 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), ou seja, avisar formalmente os consumidores sobre a ação, para que eles possam se habilitar.
O edital tem validade de 20 dias, a contar da data de publicação, e os interessados em participar devem comparecer na 2ª Vara Cível (Rua Benjamin Constant, 1165, Centro, Rio Branco). Também é possível fazer contato com o Judiciário pelo endereço eletrônico vaciv2rb@tjac.jus.br ou pelo telefone (68) 3211-5471.

 Fonte: O Globo

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Passageira encontra pedaço de madeira em refeição servida em voo da American Airlines

RIO - Nova York e Londres. Esse foi o roteiro escolhido pela família Guertzenstein para as últimas férias de julho. A viagem, no entanto, foi marcada por duas situações desagradáveis nos voos de ida e volta pela American Airlines (AA), de desrespeito ao consumidor. Do Rio para Nova York, a roda de uma das malas quebrou durante o manuseio da bagagem pela companhia aérea americana e a família teve que se esforçar muito para ser ressarcida, ainda em solo americano. Mas o pior ainda estava por vir: no retorno ao Brasil, Solange Guertzenstein feriu o céu da boca com um pedaço de madeira que estava dentro do ravióli servido no jantar.
— Ao decidirmos o trajeto de nossas férias, Nova York e Londres, optamos pela AA por acreditarmos na boa qualidade de seu serviço, além de estar com bom preço. Então, compramos quatro trechos para quatro pessoas: eu, meu marido e nossas duas filhas, de 13 e 10 anos — conta a nutricionista Solange.
A passageira, no entanto, ficou muito frustrada com a companhia, já que gastou cerca de R$ 15 mil e não teve nem mesmo “um pedido de desculpas decente” pelos problemas vivenciados em dois voos da AA. Até hoje, mais de um mês após o ocorrido, a empresa não entrou em contato com a família para esclarecer o que estava na refeição de Solange, já que o problema foi formalmente registrado por ela ainda durante o voo.
— Partimos em 9 de julho, chegando a Nova York bem cedo no dia seguinte. Nosso primeiro problema foi nos depararmos com uma de nossas malas, a maior delas, com a roda e todo seu suporte quebrados, pendurados. Não dava para puxar tal mala. Fomos imediatamente ao serviço de atendimento ao cliente da AA. Quiseram nos oferecer outra, também usada, mas de tamanho menor. Não aceitamos e estipularam um valor de US$ 50 de indenização — conta Solange, destacando que, para receber a quantia, tiveram que ser persistentes.
A família foi orientada a voltar ao serviço de atendimento da companhia quando fosse embarcar para Londres, em 17 de julho, para receber a quantia em dinheiro. Mas, ao chegar ao aeroporto, os Guertzenstein foram surpreendidos com a informação de que teriam que comprar a mala antes de serem reembolsados. Isso, no entanto, não havia sido informado antes.
— Eles nos fizeram de tolos. E não foi falta de entendimento, porque entendemos muito bem o inglês — conta Solange, acrescentando que o marido Marcus, no corre-corre, quase perdeu o voo para a Inglaterra.
De volta a Nova York, a família comprou a mala, após procurar um local com preço baixo para não exceder muito os US$ 50. Em 3 de agosto, ao voltar novamente ao aeroporto, desta vez para embarcar para o Rio, os Guertzenstein foram pela terceira vez ao serviço de atendimento da AA, com a nota de US$ 89 da mala, bem menor do que a quebrada.
— Após algumas confusões entre os funcionários, recebemos um cheque a ser trocado. Depois de muito rodar pelo aeroporto, pois aonde nos mandavam ir diziam que estavam sem dinheiro, e nos mandavam para outro lugar. Naquele momento, já era um questão de honra receber tal valor — diz Solange.
Pedaço pontudo e lascado
Mas a pior situação, de acordo com a nutricionista, foi a que ela vivenciou horas depois. Já no avião, ao morder um ravióli servido no jantar, sentiu algo duro, que furou a gengiva e o céu da boca.
— Quando verifiquei o que era aquilo, vejo um pedaço de madeira bem grande, lascado e com um dos lados pontudo, que foi o que me machucou. Fiquei horrorizada, pois não era uma farpa, mas sim um pedaço de madeira que caiu de algo. Mostrei a meu marido, que também se chocou. Imediatamente, as crianças também pararam de comer o ravióli que tinham pedido. Os comissários fizeram pouco caso do que ocorreu. — afirma a passageira, que ficou enojada. — Por que não nos ofereceram uma outra refeição que não fosse o ravióli? Em especial às crianças, que também não quiseram comer após ver a madeira que encontrei.
Solange conta que, imediatamente, chamou uma comissária de bordo, que não deu importância à situação. Em seguida, falou com outra tripulante, que informou que o caso deveria ser passado ao chefe da equipe. Este, no entanto, não apareceu. Seu marido, relata, teve de ir até a primeira classe para encontrar tal profissional, que disse que um registro de ocorrência seria feito.
— Marcus, já sentado, após mais um longo tempo, recebeu o tal comissário número um. Contamos o ocorrido e mostramos a madeira. Ele se desculpou e disse que isso nunca aconteceu. Pegou o objeto e falou que voltaria com um protocolo. Não voltou! Dormimos, acordamos e nada. Ao servirem o café da manhã, chamamos o número um para perguntar sobre o tal protocolo, e ele disse que não teria nenhum documento para nos entregar, que ficaria com eles. Mas quisemos ver. Então, ele veio com um documento, onde colou o pedaço de madeira e resolvemos tirar uma foto. Por que o comissário não voltou para nos explicar o que faria? Que documento era? Com qual objetivo? — indaga Solange.
A nutricionista é taxativa ao afirmar que ficou muito decepcionada com o atendimento:
— Apesar da fortuna que a gente paga, o tratamento é muito ruim. E é diferente num voo do Brasil para os EUA e um dos EUA para a Europa.
Procurada pelo GLOBO, a American Airlines informou que lamenta a situação e que vai trabalhar com os clientes para tomar as ações apropriadas




 Fonte: O Globo

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Bradesco Seguros vai indenizar em R$ 15 mil família de bebê recusado em UTI



RIO — A Bradesco Seguros foi condenada pela Justiça do Rio a indenizar em R$ 15 mil a família de uma recém-nascida que teve a internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) negada pela operadora de plano de saúde. Uma decisão de segunda instância confirmou a sentença da 2ª Vara Cível do Fórum Regional de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade, em favor da criança.
O desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ), confirmou a sentença que condenou a operadora de planos de saúde a manter uma recém-nascida em UTI neonatal e a pagar à família indenização por danos morais. A empresa recusou-se a autorizar a internação, sob a alegação de não haver vínculo da criança com o titular do plano, seu avô, mesmo com as mensalidades em dia, segundo informações que constam no processo.
“Com quadro de prematuridade, insuficiência respiratória e infecção neonatal presumida, o bebê está internado na UTI neonatal do Hospital Cemeru, no bairro de Santa Cruz, sem condições de remoção. A situação de extrema urgência fez a família procurar a Justiça antes mesmo de registrar a menina”, informou o TJ-RJ.

 Fonte: O Globo

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

‘Financial Times’: Herbalife mantém ligação com esquema de pirâmide no Canadá


NOVA YORK - A gigante de vendas diretas Herbalife — de produtos de nutrição, controle de peso e cuidados pessoais — permitiu que uma empresa associada continuasse operando em sua rede por quase uma década, mesmo após as autoridades canadeneses afirmarem que a companhia funcionava sob o esquema de pirâmide, segundo investigação divulgada nesta quinta-feira pelo jornal britânico “Financial Times”. Em dezembro, Bill Ackman, fundador do fundo hedge Pershing Square, afirmou publicamente que a Herbalife é uma pirâmide e desde então a empresa tem se defendido da acusação.
De acordo com o “FT”, o histórico da empresa Online Business Systems (OBS) — que até este ano era especializada em recrutar vendedores para a Herbalife — levanta suspeitas sobre práticas aceitas pela gigante.
O jornal britânico afirma que a OBS é sucessora da Global Online Systems (GOS), que em 2004 foi considerada culpada pela corte federal canadenese por “esquema de venda em pirâmide”. Ainda segundo o diário, ambas as empresas faziam parte de um grupo para promover a Herbalife e ajudar a vender seu material de marketing e outros serviços, como leads(clientes já interessados, aguardando contato), a recrutas de vendas diretas.
O “FT” afirma que o julgamento de 2004 obrigou os diretores da GOS — Deborah Stoltz e sua irmã Marilyn Thom — a mudar as práticas da empresa, como divulgar a remuneração média de todos os participantes canadenses do esquema nos materiais de marketing. A informação sobre ganhos divulgada pela Herbalife a seus distribuidores canadenses incluía apenas o que era recebido por “líderes ativos”, que representam apenas 10% de todos os participantes.
Devido à condenação, destaca o “FT”, a GOS também tinha de notificar todos os clientes sobre a decisão judicial. No entanto, antes da decisão, em novembro de 2004, os clientes foram encorajados a ir para uma nova empresa, a OBS, dirigida por Nicole Dahl, filha de Deborah, e seu marido Shawn Dahl.
A investigação do “FT” encontrou arquivos on-line mostrando que sites operados pela GOS — como o www.4u4meletsdream.com — foram renomeados como sendo da OBS. Um site que encorajou os participantes da GOS a se registrarem na OBS em setembro de 2004 afirmava explicitamente que eles se manteriam na mesma rede: “Sua linhagem Herbalife continuará a mesma, apesar das mudanças para um novo sistema de marketing”.
Os que foram recrutados pela OBS tornaram-se parte da rede de vendedores Herbalife do casal Dahl e, em 2009, a dupla era listada entre os 50 maiores distribuidores da marca, integrando o “Chairman’s Club”. Deborah e a irmã Marilyn continuaram sendo proeminentes distribuidoras Herbalife, segundo o jornal.
Procurada pelo “FT”, a Herbalife informou que “suas 350 equipes globais de práticas de negócios de distribuição global e de verificação de cumprimento tomam medidas proativas, assim como de resposta, para identificar, pesquisar e lidar com cada infração de regras de distribuição da Herbalife e na aplicação da regulação e da lei”.
No início deste ano, destaca o jornal, a Herbalife tomou medidas para se distanciar da OBS, ao restringir o uso de seu material de marketing por seus distribuidores. Após a mudança, Deborah passou para uma empresa rival de venda direta. E a Herbalife proibiu totalmente a venda de leads por ou para seus distribuidores.
A OBS, o casal Dahl, Deborah e Marilyn não responderam aos pedidos de entrevista feitos pelo “FT”.


 Fonte: O Globo

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Telexfree e BBom: pena para quem organizar pirâmides financeiras poderá ser maior


RIO — A força-tarefa do Ministério Público Federal e de promotores estaduais que investiga no momento cerca de 80 denúncias sobre pirâmides financeiras no país — sendo as empresas Telexfree, BBom e Priples, que tiveram bens bloqueados, os casos mais conhecidos — quer alterar a legislação para aumentar a pena aplicada contra quem pratica este crime. Os promotores consideram muito branda a pena prevista atualmente, de seis meses a dois anos de prisão.
O projeto de lei, que será encaminhado ao Ministério da Justiça semana que vem, sugere punição de dois a oito anos de prisão. O Ministério da Justiça também participa das investigações sobre empresas suspeitas de promover pirâmides financeiras por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).


Mariane de Melo Guimarães, procuradora federal em Goiás, acredita que a elevação da pena poderá desencorajar os organizadores das pirâmides.
— Decidimos fazer essa proposta diante do aumento do número de denúncias que temos recebido sobre casos em todo o país. Há alguns meses, eram 18. Depois, 30. Agora, estamos investigando quase 80 casos e, em breve, mais três empresas deverão ter anunciada a sentença de suspensão de atividades. Creio que o governo também deveria promover campanhas maciças de esclarecimento da população sobre esse crime.
O Ministério Público não divulga os nomes das empresas até que seja anunciada a decisão da Justiça.
Atualmente, a manutenção de uma pirâmide financeira é considerada crime contra a economia popular (Lei 1.521, de 1951) que prevê multa e até dois anos de detenção. Segundo Mariane Guimarães, porém, muitas vezes essa pena acaba sendo convertida em prestação de serviços comunitários ou pagamento de cestas básicas.

 Fonte: O Globo

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cedae é segunda colocada na lista de empresas mais reclamadas na Justiça em 2012


RIO - A aposentada Arly Martins Vilela, de 71 anos, precisou esperar seis anos para que a Cedae, enfim, devolvesse o valor cobrado indevidamente pelo esgoto que não tratava do edifício em que mora, no condomínio Jardim Europa, na Barra. Depois de idas e vindas na Justiça, com a companhia de saneamento recorrendo até as últimas instâncias, o prédio de Arly foi ressarcido em R$ 76 mil. Embora a sentença tenha sido dada pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Rio, em novembro de 2006, o dinheiro só foi depositado em dezembro de 2012.
Casos semelhantes são bastante comuns no estado. De junho de 2012 ao mesmo mês deste ano, a Cedae foi a quarta empresa na lista das que mais respondem a ações nos juizados especiais cíveis do Rio (antigo Tribunal de Pequenas Causas), com 28.652 processos. A companhia fica atrás apenas de Oi/Telemar, Banco Santander e Claro. Nas varas cíveis, destinadas a processos com valores superiores a 40 salários mínimos, a estatal também é figurinha fácil. Respondeu a 5.769 ações no mesmo período, perdendo apenas para o Banco Santander (com 7.560 ações).
De 2011 para 2012, a Cedae subiu 418% nesse ranking negativo, saltando de 6.144 para 31.828 processos nos juizados especiais cíveis. No mesmo período, a prestadora de serviço de telefonia fixa Oi, líder em número absolutos, teve aumento de 29%.
As batalhas judiciais envolvendo a Cedae são tema da terceira reportagem da série “Os descaminhos no saneamento do Rio”. Depois das reportagens, que mostram os problemas da empresa do estado, o governador Sérgio Cabral anunciou ontem que já estuda a possibilidade de antecipar a regulação da Cedae, que até hoje não é submetida a uma agência reguladora. Por decreto de dezembro do ano passado, a medida só entraria em vigor em agosto de 2015.
Conta de R$ 23 mil na Gamboa
A 30 quilômetros da casa de Arly, o advogado Alexandre Dupeyrat Martins se assustou com uma conta que recebeu da Cedae, em novembro de 2007. Ele precisou olhar o boleto mais de uma vez para ter certeza de que a empresa estava mesmo cobrando R$ 23.155,79 por água e esgoto. A família de Alexandre é dona de um sobrado na Rua Camerino, na Gamboa, com quatro salas comerciais e duas lojas, que estão alugadas.
No mês seguinte, a conta chegou um pouco mais baixa, mas ainda nas alturas: R$ 8.906,82. Alexandre, inventariante do imóvel, foi à Justiça e obteve decisão garantindo a anulação das duas contas e fixando a cobrança conforme o consumo medido no hidrômetro. Conseguiu também a restituição do que foi desembolsado indevidamente durante os dez anos anteriores à ação.
Hoje, a conta do sobrado não passa de R$ 600. Mas a sentença ainda está em fase de execução. A empresa deverá restituir ao contribuinte o que foi pago a mais em dez anos e fixar o novo valor das contas anuladas. Enquanto isso, apesar da decisão judicial, Alexandre ainda não conseguiu se livrar do estorvo: a Cedae se nega a fornecer um “nada consta” do imóvel, que ainda figura com uma dívida de R$ 32.062,61.
Alvo de enxurradas de críticas, a Cedae conseguiu um salvo-conduto da Justiça para cobrar mesmo onde não faz os serviços de saneamento. Uma sentença do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do último dia 12 junho, considerou legal a cobrança de tarifa de esgoto em locais onde a concessionária não tem rede própria e os detritos são lançados em galerias de águas pluviais.
A lei federal de saneamento (11.445/2007) é clara quando diz que a tarifa só pode ser cobrada se houver captação, transporte, tratamento e despejo final adequado do esgoto. Mas o STJ se baseou no decreto que regulamenta a lei (7.217/2010), que estabelece que basta uma dessas fases para tornar lícita a cobrança. No julgamento, o STJ validou o argumento da Cedae de que a concessionária já transporta o esgoto e, por isso, pode cobrar. Argumento questionado pelo advogado Mário Bobadilla Alarcom, que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal:
— A Cedae não atende a nenhum dos quatro requisitos para fazer a cobrança. Os resíduos sólidos têm de ser armazenados em fossas sépticas e caixas de gordura, que precisam ser limpas regularmente pelos consumidores ou por empresas contratadas por eles. Só o que é líquido é que pode ir para as galerias pluviais.
O escritório de Alarcom é um dos que trabalham majoritariamente com ações contra a Cedae: 95% delas são de consumidores da chamada Área de Planejamento 5 (AP-5), que engloba 21 bairros da Zona Oeste e hoje tem o sistema de esgoto operado pela Foz Águas 5, consórcio composto pelas empresas Foz do Brasil (do Grupo Odebrecht) e Águas do Brasil (Carioca). Em cinco anos, o escritório moveu cerca de cinco mil ações contra a Cedae, que por mais de 30 anos cobrou pelos serviços na região. Cerca de 2 mil aina estão em tramitação. A Cedae e a Foz cobram uma fatura única pela água (responsabilidade da Cedae) e pelo esgoto (da empresa privada).
Quase metade das ações de Alarcom, embora com julgamento favorável de primeiro grau, acabou paralisada em câmaras cíveis e turmas recursais a partir do início deste ano. É que, antes da vitória da Cedae no STJ, o ministro Benedito Gonçalves determinou a suspensão de todas ações contra a concessionária.
— Até novembro do ano passado, eram feitos acordos judiciais. A Cedae estava devolvendo o que o consumidor tinha pago, com retroatividade de cinco anos, mas sem correção — diz Alarcom.
Cedae acusa advogados de má-fé
Apesar da decisão superior, nem todas as câmaras cíveis fluminenses suspenderam os julgamentos de processos contra a Cedae. A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, por exemplo, seguiu por unanimidade o voto do desembargador Marcelo Buhatem, favorável a uma consumidora de Campo Grande.
— Esse consumidor lança seu esgoto diretamente em fossa, já que não conta com rede coletora da Cedae e, mesmo assim, a concessionária cobra taxa de esgoto. Um abuso. Tenho sido um crítico quanto a ilegal e ambientalmente nefasta posição da Cedae de cobrar pelos serviços não prestados, como a coleta e o tratamento do esgoto — afirma o desembargador. — Não estou contestando a decisão do STJ. O que digo é que o órgão não abordou a questão ambiental.
Para a deputada estadual Aspásia Camargo (PV-RJ), a enxurrada de ações na Justiça é prova inequívoca da má qualidade dos serviços prestados pela Cedae.
— As ações foram congeladas na Justiça, porque o seu crescimento geométrico, pode levar a quebra da empresa — diz a deputada, presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj.
O diretor jurídico da Cedae, Sérgio Pimentel, disse ontem que a avalanche de ações judiciais na Zona Oeste é majoritariamente provocada por escritórios de advogacia que atuam de má-fé contra a companhia.
— Muitas pessoas estão sendo usadas por picaretas. São induzidas a ingressar com estas ações. Há uma indústria de ações, e o STJ já nos deu decisão favorável. Num processo, havia uma moradora que sequer sabia o que estava fazendo no tribunal.


 Fonte: O Globo

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